CPI da Saúde volta à pauta com novo requerimento na Câmara
- Sophia Assunção | Jornalista
- 3 de mar.
- 2 min de leitura

Em outubro de 2025, a terceira tentativa de abertura de requerimento da CPI da Saúde alcançou as nove assinaturas necessárias para instalação na Câmara Municipal de Uberlândia. Apesar disso, a comissão não avançou após parecer da Procuradoria da Casa apontar que o objeto apresentado era amplo e carecia de delimitação específica.
Agora, em 2026, um novo pedido foi protocolado pelo vereador Prof. Conrado Augusto, com ajustes técnicos realizados a partir das orientações da própria Procuradoria. O requerimento apura suposto prejuízo estimado em R$ 6,5 milhões aos cofres públicos.
Assim como na tentativa anterior, o novo pedido voltou a reunir nove assinaturas.
Objeto delimitado
A delimitação do objeto foi justamente o ponto que a Procuradoria utilizou como justificativa para o parecer contrário na tentativa anterior. A nova versão busca atender aos critérios formais exigidos pelo Regimento Interno para a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito.
Limite de CPIs simultâneas
O regimento da Câmara estabelece que apenas três CPIs podem funcionar simultaneamente. No momento da apresentação do novo requerimento, outros três pedidos passaram a avançar na tramitação.
A combinação desses fatores altera o cenário político dentro da Casa e interfere diretamente no espaço regimental disponível para instalação de novas comissões.
Composição das assinaturas
O requerimento foi subscrito pelos vereadores:
Prof. Conrado Augusto
Abatênio Marquez
Adriano Zago
Amanda Gondim
Dr. Igino
Fabão
Gláucia da Saúde
Janaína Guimarães
Prof. Ronaldo Ferreira
A composição reúne parlamentares com diferentes posicionamentos políticos, incluindo nomes da oposição, independentes e vereadores da base governista. Isso demonstra que a importância da investigação transcende interesses políticos.
Próximos passos
Após a tramitação das três outras CPIs apresentadas, a expectativa é que o novo requerimento da CPI da Saúde passe a avançar a partir do mês de agosto.
Com a leitura em plenário, caberá à Presidência da Câmara dar seguimento ao rito regimental para a eventual instalação da comissão.
Se instaurada, a CPI terá poderes para convocar servidores, requisitar documentos e realizar oitivas, com foco na apuração dos fatos delimitados no novo pedido.
O tema, assim, volta ao centro do debate legislativo em um momento em que a aplicação de recursos na área da saúde permanece sob a atenção dos órgãos de controle e da população.

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