Marcha da Enfermagem em Brasília pressiona por valorização e avanço da PEC 19
- Sophia Assunção | Jornalista
- 19 de mar.
- 2 min de leitura

Profissionais da enfermagem de todo o país ocuparam Brasília nesta terça-feira (17), em uma mobilização nacional que reforça pautas urgentes: a ampliação do diálogo com o Congresso, o reajuste do Piso Salarial da Enfermagem e o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 19.
A concentração teve início no Museu da República, seguida por uma caminhada pela Esplanada dos Ministérios até o Congresso Nacional. O ato reuniu trabalhadores que representam uma categoria de quase 3 milhões de brasileiros, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares.
Uma luta que vai além do piso
A mobilização não se resume a valores, mas à busca por equidade e reconhecimento dentro do próprio sistema. Trata-se, portanto, de mais do que uma reivindicação pontual: é a continuidade de uma luta histórica por respeito, direitos e melhores condições de trabalho.
O vereador e enfermeiro Prof. Conrado Augusto esteve em Brasília e acompanhou de perto a mobilização, reforçando seu compromisso com a categoria:
“Eu sei, na prática, o que cada profissional enfrenta no dia a dia. Não estamos falando apenas de números, mas de dignidade, reconhecimento e justiça com quem cuida da vida das pessoas. Essa luta é de todos nós e precisa ser levada a sério pelo poder público”, destacou.
A principal reivindicação é o avanço da PEC 19, que prevê a recomposição do piso da enfermagem com base na inflação, além de sua vinculação a uma jornada máxima de 30 horas semanais.
Perda salarial preocupa a categoria
Representantes do movimento apontam que o piso nacional já acumula perdas significativas nos últimos anos, o que impacta diretamente o poder de compra dos trabalhadores.
A ausência de atualização automática é um dos principais pontos de crítica, especialmente diante do aumento do custo de vida. Nesse cenário, a PEC 19 surge como uma tentativa de corrigir essa distorção.
Decisão do STF gera impacto
Outro fator que tem gerado insatisfação é a definição da jornada de 44 horas semanais como base de cálculo do piso.
Na prática, essa medida não reflete a realidade da maioria dos profissionais da enfermagem, que atua com cargas horárias menores. O resultado é um impacto direto na remuneração, ampliando o sentimento de desvalorização.
União e força da categoria
A mobilização em Brasília evidencia um movimento organizado, com a participação de entidades representativas, sindicatos e instituições ligadas à área da saúde.
A categoria demonstra união em torno de uma pauta clara: garantir condições dignas de trabalho e uma remuneração compatível com a responsabilidade exercida diariamente, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS).

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