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CPI da Saúde: Segunda reunião reforça tensão sobre futuro da investigação na Câmara

  • Foto do escritor:  Sophia Assunção | Jornalista
    Sophia Assunção | Jornalista
  • 24 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura
Reprodução Aline Rezende
Reprodução Aline Rezende

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde realizou, nesta segunda-feira (24/11), sua segunda reunião oficial na Câmara Municipal de Uberlândia. Enquanto o primeiro encontro havia sido destinado à definição dos membros, a nova reunião marcou o avanço dos trabalhos com a votação de requerimentos essenciais para o andamento das apurações.


O primeiro requerimento aprovado, apresentado pelo presidente da CPI, vereador Ronaldo Tannús, solicita que a Procuradoria da Câmara analise o objeto da Comissão e emita um parecer jurídico sobre a continuidade da investigação interna.


Os outros dois requerimentos, apresentados pelo vereador Prof. Conrado Augusto, pedem a liberação do acesso às informações já apuradas pelo Ministério Público e às investigações conduzidas pela Prefeitura de Uberlândia. O objetivo é reunir, no âmbito da CPI, todos os dados disponíveis para aprofundar a análise sobre possíveis irregularidades na Saúde municipal.


Três versões do requerimento e oito meses de articulação


Desde agosto deste ano, três versões do requerimento de criação da CPI da Saúde foram elaboradas. A última, de autoria do vereador Prof. Conrado Augusto, obteve as nove assinaturas necessárias em 8 de outubro e permitiu a abertura formal da Comissão.


Entre os nove parlamentares que assinaram o documento, quatro são advogados, o que reforça que a decisão de instaurar a CPI foi respaldada por uma avaliação jurídica prévia. Para aliados da investigação, esse dado também evidencia que, caso haja questionamentos quanto à continuidade da CPI, eles tendem a ter natureza política, e não jurídica.


Atenção ao parecer da Procuradoria


Apesar da demora para reunir as assinaturas e consolidar a abertura oficial da CPI, o objetivo central foi alcançado: a criação de um espaço institucional de investigação. No entanto, há preocupação entre vereadores de que a continuidade das apurações dependa do parecer solicitado à Procuradoria da Câmara. Nos bastidores, comenta-se que o parecer deverá ser negativo.


Compromisso com transparência e responsabilidade


Para o vereador Prof. Conrado Augusto, garantir acesso às informações e assegurar o prosseguimento da investigação são passos essenciais para oferecer respostas claras à população.


“A CPI só cumpre sua função quando tem acesso aos dados e pode avançar sem entraves indevidos. O compromisso é com a transparência, a responsabilidade e o interesse público”, afirma o vereador.

A CPI da Saúde deve realizar nova reunião na próxima semana, enquanto aguarda a análise jurídica da Procuradoria e o envio das informações solicitadas aos órgãos competentes.


 
 
 

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