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Mortalidade materna ainda é realidade: oficina reforça preparo para salvar vidas

  • Foto do escritor:  Sophia Assunção | Jornalista
    Sophia Assunção | Jornalista
  • 19 de fev.
  • 2 min de leitura
Reprodução/Freepik
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Você sabia que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma mulher morre a cada dois minutos no mundo em decorrência de complicações na gravidez e no parto?


Em 2020, aproximadamente 287 mil mulheres perderam a vida por causas relacionadas à gestação ou ao parto. Grande parte dessas mortes está associada a hemorragias, distúrbios hipertensivos e pré-eclâmpsia, situações que, muitas vezes, poderiam ser evitadas com acesso adequado a cuidados de saúde.


De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, em 2024, a mortalidade materna foi de 50,57 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos, índice que mantém o Brasil acima da meta estabelecida para 2030, de 30 mortes por 100 mil nascimentos.


Esse cenário reforça a urgência de fortalecer a capacitação das equipes de saúde e investir em ações preventivas.


O que é morte materna?


De acordo com a OMS, considera-se morte materna aquela que ocorre durante a gestação ou até 42 dias após o término da gravidez, quando relacionada ou agravada pela gestação ou por seu manejo, excluindo-se causas acidentais.


Esse conceito não é apenas técnico. Ele revela uma realidade que exige políticas públicas eficazes, qualificação profissional constante e fortalecimento do SUS.


O Brasil e o compromisso com a maternidade segura


O Brasil foi o primeiro país a sofrer condenação em corte internacional por morte materna evitável, reconhecida como violação dos direitos humanos das mulheres. O caso envolveu Alyne Pimentel, que faleceu grávida de seis meses, em 2002, após desassistência em Belford Roxo.


A partir desse precedente, em 2024 foi lançado um novo programa do Governo Federal, chamado Rede Alyne, que reestrutura a antiga Rede Cegonha na rede pública de saúde, com a meta de reduzir a mortalidade materna em 25% até 2027.


Mas sabemos que sobreviver à gravidez não pode ser o único indicador de sucesso. É fundamental reduzir também sequelas, lesões e complicações que impactam a qualidade de vida das mulheres.


Formação e preparo salvam vidas: Oficina de Emergências Obstétricas na UFU


É nesse contexto que iniciativas de formação ganham ainda mais relevância.


O Grupo de Estudo e Extensão Transdisciplinar de Atenção Reprodutiva (GESTAR) promove a Oficina de Emergências Obstétricas, um evento gratuito voltado a estudantes, profissionais da saúde e interessados na área materno-infantil.


A atividade será realizada na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), no Campus Umuarama, com simulação realística e abordagem prática baseada nas diretrizes da OMS, preparando os participantes para agir com segurança e rapidez diante de situações críticas.


A oficina é organizada pelos alunos da disciplina Saúde da Mulher II, do curso de Enfermagem da UFU, com apoio do GESTAR e da professora Efigênia Freitas.


Embora o mandato do vereador Professor Conrado Augusto não tenha vínculo direto com o evento, reconhecemos a importância de iniciativas que fortalecem a saúde da mulher e ampliam o debate público sobre a mortalidade materna. Apoiar e divulgar ações como essa também é uma forma de contribuir para políticas públicas mais humanas e eficazes.


Informações sobre a oficina

Local: Anfiteatro, Bloco 8C, UFU – Campus Umuarama

Data: 27/02Horário: 8h às 16h

Vagas: limitadas



 
 
 

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